Bárbara Maronna

Polaroides

Não há nada mais passageiro que a vida. Podemos dizer, então, que a vida é uma eterna máquina polaroid e os momentos, as próprias fotografias. Digo, os momentos registrados por uma câmera fotográfica, são os mesmos registrados pela mente. A diferença é que a mente torna mais duradouro. E, mesmo que a gente esqueça, essa lembrança não é totalmente apagada, ela é disfarçada e qualquer relembramento dela (quando olhamos uma foto polaroid, por exemplo) nos trás a tona as lembranças. 

Quando tiramos uma foto com uma polaroid, sacudimos o papel e a foto vai aparecendo gradativamente. Um tempo depois (pode levar horas, dias, semanas, anos…) essa imagem vai se apagando, até não restar mais nada. Apenas um papel em branco.

Irônico né? Parece até com a vida…

— 1 month ago